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Reforma Tributária em 2026: o que acompanhar agora

02 de out. de 2026
Reforma Tributária em 2026: o que acompanhar agora

A Reforma Tributária já saiu do campo do “um dia vai mudar”. A pergunta agora é outra: o que a sua operação precisa acompanhar para chegar a 2027 preparada? Em 2026, empresas, áreas fiscais, contabilidades e fornecedores de sistemas já estão convivendo com etapas práticas da transição para CBS e IBS. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS publicaram cronogramas para documentos fiscais eletrônicos e vêm atualizando orientações operacionais ao longo do ano.

A Reforma Tributária já saiu do campo do “um dia vai mudar”.

A pergunta agora é outra:

o que a sua operação precisa acompanhar para chegar a 2027 preparada?

Em 2026, empresas, áreas fiscais, contabilidades e fornecedores de sistemas já estão convivendo com etapas práticas da transição para CBS e IBS. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS publicaram cronogramas para documentos fiscais eletrônicos e vêm atualizando orientações operacionais ao longo do ano. Serviços e Informações do Brasil

Por isso, outubro é um bom momento para tirar a Reforma Tributária da pasta “assuntos futuros”.

2026 é um ano de transição

O calendário oficial trata 2026 como período de teste da CBS e do IBS. A transição continua nos anos seguintes, com mudanças relevantes já previstas para 2027, incluindo a extinção de PIS e Cofins e avanço da CBS.

Só que acompanhar a Reforma não significa decorar cada artigo da legislação.

Para uma empresa, a pergunta mais útil é:

onde essas mudanças encostam na operação?

1. Documentos fiscais e sistemas

Uma das frentes mais imediatas é a adequação dos documentos fiscais eletrônicos.

Isso envolve verificar se:

  • ERP e sistema de emissão estão atualizados;
  • cadastros fiscais estão consistentes;
  • parametrizações estão sendo revisadas;
  • fornecedores de tecnologia já possuem cronograma de adaptação;
  • fiscal, financeiro e contabilidade estão conversando sobre as mudanças.

A Receita e o Comitê Gestor divulgaram datas específicas para implantação de documentos e leiautes, justamente para permitir essa preparação. 

2. Formação de preço

Tributo participa da formação de preço.

Se a dinâmica de créditos e incidência muda, algumas empresas precisarão rever como calculam:

  • preço de venda;
  • margem;
  • descontos;
  • rentabilidade por produto ou serviço.

Por isso, não basta perguntar “qual será a nova alíquota?”.

É preciso simular o impacto dentro da realidade da empresa.

3. Créditos tributários

A lógica de aproveitamento de créditos é um ponto central do novo modelo.

Dependendo da atividade, cadeia de fornecedores e perfil dos clientes, isso pode alterar a forma de analisar compras e contratos.

Vale começar mapeando:

  • principais fornecedores;
  • natureza das aquisições;
  • peso dos tributos na cadeia;
  • condições comerciais;
  • efeito esperado na margem.

4. Contratos

Contratos de médio e longo prazo também merecem atenção.

Se preço, tributação ou dinâmica de créditos mudarem durante a vigência, quem absorverá esse impacto?

Esse tipo de discussão pode exigir revisão de cláusulas comerciais e mecanismos de reajuste.

5. Simples Nacional também exige análise

A Reforma não deve ser tratada como um tema exclusivo de grandes empresas.

Em 2026, o Comitê Gestor do Simples Nacional publicou regras para adequar o regime à CBS e ao IBS e definiu procedimentos específicos relacionados a 2027. 

Ou seja: mesmo quem permanece no Simples precisa entender como o novo sistema afeta sua cadeia e suas decisões.

O que fazer agora?

Comece pelo mapa da operação.

Liste:

  1. como sua empresa vende;
  2. para quem vende;
  3. onde compra;
  4. quais contratos são relevantes;
  5. como forma preços;
  6. quais sistemas emitem documentos;
  7. onde a margem pode ser afetada.

A Reforma Tributária é uma mudança legislativa.

Mas, dentro da empresa, ela precisa ser tratada como uma mudança operacional, financeira e estratégica.

Veja a página de Reforma Tributária da MOVE e avalie os impactos no seu negócio.

Ficou com dúvida sobre como isso se aplica à sua empresa?

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