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Planejamento tributário para 2027: o que analisar antes

05 de out. de 2026
Planejamento tributário para 2027: o que analisar antes

Antes de discutir regime tributário, a gente precisa entender a operação. Parece óbvio. Mas muita conversa sobre planejamento tributário começa pela pergunta errada: “Qual regime paga menos imposto?” Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional não deveriam ser comparados apenas por uma alíquota isolada. Para planejar 2027, é preciso colocar números, operação e perspectivas na mesma análise.

Antes de discutir regime tributário, a gente precisa entender a operação.

Parece óbvio.

Mas muita conversa sobre planejamento tributário começa pela pergunta errada:

“Qual regime paga menos imposto?”

Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional não deveriam ser comparados apenas por uma alíquota isolada.

Para planejar 2027, é preciso colocar números, operação e perspectivas na mesma análise.

1. Faturamento projetado

Olhar apenas para o que a empresa faturou em 2026 pode ser insuficiente.

Pergunte:

  • existe expectativa de crescimento?
  • haverá nova unidade?
  • novos produtos entrarão no portfólio?
  • algum contrato relevante começa ou termina?
  • a empresa pretende mudar seu mercado de atuação?

Regime tributário precisa conversar com a empresa que você terá em 2027, não apenas com aquela que existiu em 2026.

2. Margem e estrutura de custos

Duas empresas com o mesmo faturamento podem apresentar cenários tributários completamente diferentes.

Por isso, coloque na mesa:

  • margem;
  • custos;
  • despesas;
  • folha;
  • compras;
  • serviços contratados;
  • investimentos previstos.

Sem entender a operação, comparar regimes vira exercício incompleto.

3. Mudanças trazidas pela Reforma Tributária

2027 será mais um passo importante da transição para o novo sistema de tributação do consumo. O cronograma oficial prevê mudanças envolvendo CBS, IBS, extinção de PIS/Cofins e entrada do Imposto Seletivo em determinados casos. Serviços e Informações do Brasil

Isso coloca mais uma variável no planejamento:

como o novo modelo interage com a cadeia da sua empresa?

4. Perfil de clientes e fornecedores

Vender para consumidor final não é exatamente o mesmo que vender para outras empresas.

Também não é indiferente saber de quem sua empresa compra.

Na análise, vale mapear:

  • B2B ou B2C;
  • principais fornecedores;
  • representatividade das compras;
  • possibilidade de créditos;
  • poder de repasse de preço.

5. Pró-labore e folha

Dependendo da estrutura do negócio, folha e remuneração dos sócios têm peso relevante na análise.

Por isso, não olhe somente os tributos sobre faturamento.

Planejamento tributário precisa considerar o custo empresarial de forma mais ampla.

Não procure uma resposta pronta

A pergunta não deveria ser:

“Qual é o melhor regime?”

Deveria ser:

“Qual estrutura faz mais sentido para esta operação, neste momento e diante dos cenários de 2027?”

Isso exige simulação.

Compare cenários, documente premissas e entenda os impactos antes de tomar uma decisão.

Pagar corretamente e de forma eficiente é importante.

Mas planejamento tributário não é uma corrida automática pelo menor número.

É uma decisão empresarial.

Solicite uma análise do cenário tributário da sua empresa.

Ficou com dúvida sobre como isso se aplica à sua empresa?

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